Passagens Bíblicas
Novo Testamento
João | Capítulo 18
SITE EM DESENVOLVIMENTO
Passagens Bíblicas
Novo Testamento
João | Capítulo 18
NOVO
Jesus atravessou com seus discípulos o riacho de Cedrom e, juntos, foram até um jardim.
Judas, o traidor, conhecia bem o lugar, pois Jesus muitas vezes se reunia ali com eles.
Levando consigo soldados e guardas dos principais sacerdotes e fariseus, que empunhavam tochas e armas, Judas chegou ao jardim.
Sabendo o que iria acontecer, Jesus adiantou-se e perguntou:
— Quem vocês procuram?
Eles responderam:
— Jesus de Nazaré.
Jesus disse:
— Sou eu.
Naquele instante, os homens recuaram e caíram ao chão.
Judas também estava com eles.
Jesus, então, perguntou novamente quem buscavam, e eles repetiram:
— Jesus de Nazaré.
Ele respondeu:
— Já disse a vocês que sou eu. Se procuram a mim, deixem estes homens irem.
Assim cumpriam-se as palavras de Jesus: “Não perdi nenhum dos que me deste”.
Nesse momento, Pedro puxou a espada e feriu Malco, servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita.
Imediatamente Jesus ordenou:
— Pedro, embainha a tua espada; acaso não devo beber o cálice que meu Pai me deu?
Jesus foi preso, amarrado e levado primeiro a Anás, sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano, o mesmo que havia dito que seria melhor que um homem morresse pelo povo.
Entendimento
João capítulo 18, versículos 1 a 14 narra a prisão de Jesus.
Jesus e seus discípulos estavam no Jardim das Oliveiras, local de oração que se torna cenário de sua prisão. Judas que conhecia o local chega com soldados e guardas armados, como se fosse necessário força para dominar aquele que se entrega voluntariamente.
Jesus ao afirmar “Sou Eu”, revela sua autoridade, fazendo todos recuarem e caírem. Mesmo assim, pede que seus discípulos sejam poupados, cumprindo a promessa de não perder nenhum deles.
Pedro reage impulsivamente, cortando a orelha de um servo, mas Jesus o repreendeu, lembrando que deve beber o cálice dado pelo Pai — símbolo da cruz e da vontade divina. Assim, mostra que a verdadeira vitória não vem da violência, mas vem da obediência ao plano de Deus.
Amarrar Jesus representa a rejeição humana e a tentativa de controlar o Senhor da vida, mas Jesus se deixa prender em submissão à vontade do Pai. Conduzido a Anás, figura influente, sogro de Caifás, e a partir daí dará início a um julgamento infame.
Caifás, o sumo sacerdote tinha declarado que seria melhor um homem morrer pelo povo, declaração transformada em profecia sobre a obra redentora. Nada ocorre fora do controle divino.